terça-feira, 24 de novembro de 2009

18 - A FAVOR DAS CRIANÇAS POLACAS


EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 253.

25/10/43

(Continuação)

A FAVOR DAS CRIANÇAS POLACAS

No dia 26 de Setembro, todos os países livres se hão-de reunir numa grande manifestação de protesto contra o sistema de perseguições, de sofrimentos e privações que pesa sôbre as crianças na Polónia ocupada. A iniciativa dêste protesto foi lançada por Lady Anstruther, presidente do Fundo de Auxílio à Criança Polaca, numa reunião especial dos representantes de numerosas organizações e sociedades de socôrro às crianças, reunião essa efectuada no dia 9 de Agôsto em Londres.

Eis o texto do protesto votado nessa assembleia:

“Os abaixo assinados exprimem a sua indignação mais profunda e protestam com maior fôrça, contra o cruel tratamento das crianças polacas. A perseguição às crianças faz parte do plano alemão que visa a exterminação biológica da raça polaca. Arrancados aos seus pais, esfomeados, sovados, muitas vezes torturados, êsses pobres pequenos seres humanos encontram-se expostos a provações sem precedentes na história. Não são apenas as torturas físicas que as crianças polacas têm de suportar; ao mesmo tempo vêm-se privadas de toda a possibilidade de educação, da vida de família, da assistência religiosa, sabendo-se também que se tenta arrancá-las à sua nacionalidade.”



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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

17 - PROPORÇÕES ESTRATÉGICAS


EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 253.

25/10/43

“PROPORÇÕES ESTRATÉGICAS”

No próprio dia em que os americanos desembarcavam na África do Norte, exactamente no dia 8 de Novembro de 1942, Rudolf Kirchmer, um dos mais sérios comentadores da imprensa nazi, consagrava no “Frankfurter Zeitung” um interessante artigo sôbre as “proporções estratégicas” desta guerra. A sua intenção era demonstrar que os anglo-americanos “se iludiam” sôbre “o plano estratégico” que tinham e que era inteiramente fora de proporções. Pelo contrário – dizia – “o plano de guerra alemão executa-se desde o princípio com uma lógica automática”.

As surpresas que sobreviessem – como a resistência britânica e a resistência russa – causaram, segundo o jornalista nazi, uma mudança – unicamente no ritmo, mas não na linha fundamental.

Da mesma forma que “o aspecto geral da guerra continuava imutável”, os “êxitos locais” não eram de alcance bastante para modificar a situação. Êstes “èxitos locais” sem importância eram os alcançados pelo 8º Exército Britânico no Egito. O facto de Rommel ter retirado um pouco tinha sòmente “uma importância limitada”. O “essencial” era que a “supremacia militar das potências do Eixo na Líbia ficasse intacta”. Por outro lado, entre o Delta do Nilo e a Tripolitânia, havia um “imenso território”, e enquanto os inglêses não alcançassem Tripoli, não tinha importância o avanço dêles no deserto.

O jornalista nazi concluía: “Na África a proporção estratégica não é determinada por um plano, ou por um êxito anglo-americanos, mas unicamente pela acção das potências do Eixo.”

No momento em que estas linhas apareceram, a situação na África do Norte já sofrera uma mudança radical, após o desembarque americano. E depois com os “êxitos locais” do 8º Exército Britânico transformados em grandes vitórias, chegou-se a pôr a Itália fora de combate. E as acontecimentos demonstraram que o único verdadeiro plano éstratégico era aquêle de que Winston Churchill falou com firme e legítimo orgulho no seu último discurso na Câmara dos Comuns, isto é, a libertação do Mediterrâneo. Ao passo que o plano alemão era o célebre “plano Rommel” na “defesa elástica”.

Hoje são os alemães que perderam completamente o sentido das “proporções estratégicas”, ao conseguirem a “libertação” de Mussolini, dando-lhe a importância de um acontecimento capaz de alterar o curso da guerra!



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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

16 - OS ÊXITOS DO EX-EIXO


EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 254.

29/9/43

(Continuação)

OS ÊXITOS DO EX-EIXO.

Depois de os alemães terem ocupado Roma, os japoneses tomaram conta da concessão italiana de Tien-Tsin.

Não se pode dizer que os restos do ex-Eixo não se encontram activos.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

15 - METAMORFOSES


EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 254.

29/9/43

(Continuação)

METAMORFOSES.

O comunicado do Grande Quartel General do Führer de 22 de Setembro diz: “Insurrectos eslovacos, em operação com comunistas italianos e bandos vindos da Croácia, tentaram apoderar-se do poder da parte oriental da Venécia.”

Para os que não compreendem bem êste comunicado acrescentamos que os tais “comunistas” italianos de que nêle se fala são os soldados italianos que se conservaram fiéis ao seu Rei. Metamorfosearam-se automaticamente em “comunistas” desde que não se batem ao lado dos alemães.




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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

14 - A DIFERENÇA



EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 254.

29/9/43

(Continuação)

A DIFERENÇA.

A propaganda nazi pretende que se os russos atacam – e naturalmente avançam – é… graças à estratégia do alto comando alemão que os … obrigou a tal. O locutor da Deutschlandsender, Dr. Otto Krieg, defendia muito a sério, no dia 31 de Agôsto, que Estaline… não pode deter as fôrças que “foi obrigado” aa lançar ao ataque, devido à estratégia do alto comando alemão! Por outras palavras, não pode … impedir os exércitos russos de vencer!

No pensamento dos propagandistas nazis esta… “impotência” de Estaline deve consolar o povo alemão que preferiria antes ver a Wermacht paralizar o avanço russo.

Por outro lado, a mesma propaganda nazi pretende também que, se os exércitos alemães retiram da Rússia, o fazem “segundo um plano”, quere dizer, por sua própria vontade.

Ora, nós temos a confissão formal de que na verdade são os russos que os obrigam a recuar. Um comunicado de Berlim, datado de 15 de Setembro, afirma que os movimentos de retirada dos exércitos alemães, por “metódicos” que sejam, “estão relacionados com a forte pressão dos sovietes”. Êste comunicado fala mesmo do “cilindro compressor” da infantaria russa; e acrescenta que os movimentos de recúo dos exércitos alemães “são agora mais pronunciados”.

A diferença entre as duas estratégias, a alemã e a russa, é, em resumo, esta: Os alemães forçam os russos a avançar e a vencer; ao passo que os russos obrigam os alemães a retirar.



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