quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

22 - A ESTRATÉGIA DAS … MINAS

EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 253.

25/10/43

(Continuação)

A ESTRATÉGIA DAS … MINAS

Quantas vezes não temos preguntado a nós mesmos, com espanto, o que fazem na Alemanha os milhões de operários estrangeiros – escravos modernos – que o Reich forçou a trabalhar nas fábricas da indústria de guerra. Espanto inteiramente justificado, visto os alemães explicarem e justificarem as suas derrotas sucessivas pela superioridade do material de guerra e do armamento dos adversários.

As últimas notícias das frentes da Itália e da Rússia dão uma explicação ao mistério: os milhões de operários estrangeiros que trabalham na Alemanha devem sobretudo entregar-se ao fabrico de minas! O exército alemão gasta quantidades inimagináveis daquêles engenhos de guerra, pois o seu único êxito é “retardar” o avanço dos exércitos adversários, tanto em Itália como na Rússia.

Assim, pode-se dizer que a verdadeira “arma secreta” de que a propaganda nazi fala misteriosamente, de há algum tempo a esta parte, com o intúito de reanimar as esperanças do povo alemão, é a mina, a arma de guerra de um exército em fuga!



Bookmark and Share

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

21 - MORTE MISTERIOSA



EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 253.

25/10/43

(Continuação)

MORTE MISTERIOSA

O correspondente do jornal “Allehanda” em Berne informa que o general von Chemter Glisezeneki, inventor da maior parte das armas secretas alemãs, foi encontrado morto, com um tiro nas costas, depois do recente ataque da RAF ao centro nazi de investigação cientifica militar de Peenemünce, a noroeste de Stettin, Himmler ordenou ao chefe de grupo das S.S. Streckenbach, que procedesse a um inquérito acêrca desta morte, e à Gestapo que procedesse a outro inquérito sôbre o ataque, visto as altas esferas nazis estarem convencidas de que o segrêdo de Peenemünde foi revelado por espioes e sabotadores.



Bookmark and Share

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

20 - UMA MENSAGEM DO ARCEBISPO DE CANTUÁRIA

EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 253.

25/10/43

(Continuação)

UMA MENSAGEM DO ARCEBISPO DE CANTUÁRIA

Foi publicado o texto da mensagem da saudação do Arcebispo de Cantuária, ao Patriarca de todas as Rússias, mensagem de que foi portador o Arcebispo de York. Entre outras coisas, a mensagem diz:

“Seguimos com grande simpatia os sofrimentos do povo da Rússia nos dois últimos anos, e inspirados pelo patriotismo e pela constância da Igreja russa na sua Fé em Deus e no Nosso Salvador, Jesus Cristo, esperamos que êsse povo chegue ao têrmo dos seus sofrimentos. Partilhamos com todos os nossos concidadãos a admiração pela heroica resistência do povo russo e pela ofensiva do exército vermelho contra o agressor traiçoeiro. Olhámos com confiança para o futuro, quando as fôrças diabólicas do fascismo tiverem sido destruídas, estabelecendo-se uma paz verdadeira que torne possível a plena realização da fraternidade das nações e na comunhão do trabalho de todos os povos cristãos.”



Bookmark and Share

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

19 - ENTRE O MARTELO E A BIGORNA


EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 253.

25/10/43

(Continuação)

ENTRE O MARTELO E A BIGORNA

Na sua mensagem de 18 de Setembro ao Congresso, o Presidente Roosevelt, ao falar da situação militar na frente oriental, disse:

“Nêste verão não houve qualquer ofensiva com êxito na Alemanha, na Rússia; como houvera em 1941 e em 1942. Em vez disso, os russos infligiram o maior revez militar depois da retirada de Napoleão em 1812. A retomada de Kharkov, Estaline e outras fortes posições pelos russos, abrindo-lhes a Ucrânia e a bacia do Doneta e libertando milhões de valiosos hectares e centenas de povoações, fêz sentir a todo o mundo que a campanha russa caminha para a expulsão de todos os alemães do território russo; mais ainda – caminha para a invasão da própria Alemanha.

Durante êste verão os russos atacaram a linha que os alemães consideravam, confiadamente, inexpugnável. Verificou-se que essa linha era vulnerável e o exército russo ultrapassou ainda a segunda linha de reserva – a linha de Desna. Aqui, numerosas fortificações ao longo da barreira formada pelo rio, eram defendidas por poderosos efectivos alemães. A ofensiva de verão, que dura já há 11 semanas, é a mais longa, mantida por qualquer exército, na história militar do mundo. Em todas as frentes o ritmo da ofensiva russa aumenta e em muitos pontos atingiu a rapidez da “guerra relâmpago”.”

No dia da queda de Briansk, o capitão Sertorius, porta-voz do supremo comando alemão, dizia que a defesa alemã se tornára cada vez mais “elástica”. Mas, na realidade, os alemães encontram-se hoje na Rússia “entre o martelo e a bigorna”. Se não retirarem, os exércitos russos ameaçam-nos com uma série de grandes e pequenas “batalhas de Estalinegrado”. Se marcham muito depressa, arriscam-se a ficar inteiramente aniquilados.

É evidente que os alemães podem aproveitar uma pausa para proceder a nova distribuição das suas fatigadas tropas, mas estas não têm deante de si mais do que a perspectiva dum inverno russo, estação em que, como ficou demonstrado nos dois anos anteriores, não podem combater num pé de igualdade contra os russos.





Bookmark and Share