sexta-feira, 6 de novembro de 2009

08 - REAPARIÇÃO DO “PERIGO BOLCHEVISTA”


EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 254.

29/9/43

(Continuação)

N.º 254.

Pág.2

REAPARIÇÃO DO “PERIGO BOLCHEVISTA”.

Durante as últimas semanas o “fantasma bolchevista” retomou o seu lugar no centro da propaganda nazi. Esta fala de novo da “ameaça vermelha”, querendo assim significar que o clarão vermelho voltou a brilhar sôbre Berlim: é sempre nos momentos da fraqueza alemã que a propaganda revive êste tópico.

A primeira grande campanha foi lançada em Fevereiro de 1942, quando a primeira ofensiva soviética de inverno tomara os alemães de surpresa. A segunda foi lançada em Março de 1943, quando os exércitos russos faziam recuar os alemães para Bielgorod, e quando Rommel era perseguido através do norte de África. A terceira está agora a desenvolver-se.

Desta forma, o “perigo bolchevista” é uma espécie de barómetro infalível.



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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

07 - PALAVRAS DE SABEDORIA

EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 254.

29/9/43

(Continuação)

PALAVRAS DE SABEDORIA.

No discurso que Sir Samuel Hoare, Embaixador Britânico em Madrid, pronunciou no dia 20 em Chelsea, disse, entre outras coisas:

“O perigo para a Europa não está na influência russa, mas sim no isolamento russo. Se se teme o comunismo, devemos pôr a casa em ordem de tal forma que o estado político e social não exija qualquer alteração. Se os Aliados garantirem alimentação e ordem a Europa, será ainda maior obrigação de todos os povos continentais fazerem o máximo que estiver ao seu alcance para afastar as causas de descontentamento político e social. Acolhamos com agrado a Rússia na comunidade dos povos europeus, ficando-lhe gratos pelo auxílio maravilhoso dos exércitos soviéticos, sem qualquer preconceito contra as lições que todos poderemos aprender da experiência russa, e resolvidos que, no que a cada um cabe, faremos o máximo e o melhor que pudermos para bem dos nossos países e da Europa continental.”




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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

06 - SINTOMAS DE DESNORTEAMENTO


EMBAIXADA BRITÂNICA

BOLETIM DE INFORMAÇÕES

SECÇÃO DE IMPRENSA – RUA DE S. DOMINGOS Á LAPA, 26 – LISBOA

N.º 254.

29/9/43

SINTOMAS DE DESNORTEAMENTO

Quanto mais crítica se torna a situação militar da Alemanha, mais estúpida é a propaganda nazi. O seu último achado é êste: que a retirada das fôrças alemãs a leste se efectua… de acôrdo com os russos!

O alvo dos alemães ao lançarem semelhantes idiotices é evidente. Pretendem, antes de mais nada, desculpar a derrota sem precedentes da Wehrmacht, na frente oriental, apresentando-a não como “uma retirada estratégica” mas como uma “manobra política”. Em segundo lugar, pretendem semear a discórdia e desconfiança entre as Nações Unidas e paralizar assim os esforços combinados na direcção da guerra. A crise que a Alemanha atravessa actualmente perturbou a tal ponto o espírito dos dirigentes nazis, que êsses infelizes julgam que basta dizer encontraram-se Berlim e Moscovo de acôrdo para impedir os Aliados da Rússia de abrir a segunda frente com mêdo de se encontrarem subitamente com todo o exército alemão voltado contra êles!

Ora, o que actualmente se está a passar na frente oriental é muito simples. Se os exércitos alemães recuam a leste é pura e simplesmente porque são derrotados pelos russos, Pois, de outra forma, seria preciso também admitir que existe… um acordo entre os alemães e os inglêses uma vez que os exércitos germânicos recuaram na África do Norte, na Tunísia, na Sicília; e estão também a recuar agora na Itália. Há um ano que a Wehrmacht é batida em todos os campos de batalha; e o mito da sua “invencibilidade” foi destruído. Eis a verdade nua e crua que nenhuma propaganda será capaz de ocultar!

“A leitura dos comunicados alemães”, nota o “Journal de Genève”, de 22 de Setembro, “deixa perceber claramente que o motivo essencial da retirada alemã na Rússia – e também na Itália – é a crise dos efectivos.” E êsse jornal neutro conclue:

“O mapa da guerra é demasiado grande para os recursos militares da Alemanha, após quatro anos de incessantes combates.”

Com efeito, os comunicados alemães confessam que “os movimentos de retirada” das fôrças alemãs a leste “estão relacionados com a forte pressão dos sovietes” (Interinf, em 15 de Setembro de 1943). Por outro lado, o informador militar do Ministério da propaganda do Reich declarava no dia 21 de Setembro aos correspondentes estrangeiros em Berlim que a retirada dos exércitos alemães na Rússia “era causada pela insuficiência de reservas e pelos desembarques Aliados na Itália”. Também, enquanto se espera a criação da segunda frente, a abertura da frente italiana contribuiu para enfraquecer a frente alemã na Rússia.

As idiotices espalhadas aos quatro ventos pela propaganda nazi não passam de um grave sintoma de desespêro que reina actualmente nos meios-dirigentes alemães. Na sua alucinação, a propaganda nazi apenas confessa que a situação militar tomou para a Alemanha aspectos catastróficos.



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terça-feira, 3 de novembro de 2009

05 - SACRIFIQUEM A POLÓNIA AOS SOVIETES…


Serviço de Informação

da

Legação da Alemanha

BOLETIM SEMANAL

LISBOA, 25 de Setembro de 1943

R. Buenos Aires, 25-r/c.E.

(Continuação)

«SACRIFIQUEM A POLÓNIA AOS SOVIETES, COMO REFÉM ! »

O «Daily News», de Nova-Iorque, faz uma proposta prática para a constituição dum «better world», que exige que a Rússia, apesar das cláusulas opostas na «Carta do Atlênctico», prometa à Finlan-

[Este Boletim encontra-se incompleto, termina aqui]





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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

04 - UM JORNAL SUECO AVISA…


Serviço de Informação

da

Legação da Alemanha

BOLETIM SEMANAL

LISBOA, 25 de Setembro de 1943

R. Buenos Aires, 25-r/c.E.

(Continuação)

UM JORNAL SUECO AVISA, PERANTE O PERIGO COMUNISTA

«Helsingberg Dagblad», em artigo de fundo, previne contra o crescente poderio dos comunistas junto das massas operárias suecas. Os rumores de que a democracia social é o melhor bastião contra o comunismo – é o que sempre se ouve dizer – perdem cada vez mais a sua razão de ser. A crescente fôrça dos comunistas suecos é um prenúncio desagradável. Uma União Soviética que domine também o Norte, apresentaria, naturalmente, um forte partido comunista sueco para a auxiliar nos seus instintos. Então reconhecer-se-ia, na Suécia; onde se poderia encontrar a quinta coluna. Nessa altura seria já demasiado tarde.


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